Após uma brilhante passagem pelo The Yardbyrds, o guitarrista Eric Clapton mergulha de cabeça no blues e vai tocar na banda de John Mayall onde deixa registrado o álbum Blues Breakers John Mayall with Eric Clapton (1966), que faz justiça a sua fama e ao apelido "Deus" e dessa maneira estabelecera-se como um músico de blues e sua passagem pela banda de John Mayall foi curta, pois o guitar-hero abandonou-a pouco tempo depois do lançamento do álbum, e foi formar um dos maiores e mais influentes power trios da história do rock, onde a sua fama e prestígio subiriam a níveis inimagináveis de adoração e devoção por parte dos seus adeptos.
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Na Vitrola: Judas Priest - Point of Entry (1981)
Em 1980, o Judas Priest estourou, arrebentou e derrubou barreiras com British Steel e através dele mostrava a força do heavy metal britânico para o mundo, o som estava mais manso em relação à década anterior cujos álbuns Sad Wings of Destiny (1976), Sin After Sin (1977), Stained Class (1978), Hell Bent For Leather (1978) transbordavam velocidade, agressividade, peso e melodias que viraram de ponta cabeça a rapaziada. Os legítimos herdeiros do Black Sabbath. Os caras pegaram o gênero criado por seus conterrâneos e o levaram para outro nível e a partir dali criaram as bases para tudo o que se viu e ouviu nos anos de 1980.
Na Vitrola: King Crimson - In The Court Of The King Crimson (1969)
Em 1969 começava o fim de uma era e começa-se o preparo de outra tão brilhante quanto essa. Os heróis começavam a morrer, primeiro Brian Jones no ano seguinte a perda seria esmagadora, Janis Joplin e Hendrix empacotaram e a seguir eles foi Morrison, que morreu em sua banheira, em Paris. Outros começariam a surgir antes dos anos de 1960 cerrarem suas cortinas, o rock progressivo estava em processo de formação, o gênero se caracteriza por ter faixas longas, mas mais do que isso as influências vinham da música clássica, do jazz e outros gêneros de vanguarda. Mais uma vez a Inglaterra, a Meca do rock, iria capitanear essa invasão mundial em curso.
Na Vitrola: Rainbow - Rising (1976)
Em 1975, Ritchie Blackmore já tinha na bagagem junto com David Coverdale e Glenn Hughes, os novos integrantes que deram vida a terceira encarnação do Deep Purple conhecida como MKIII, a segunda mais importante por ter registrado até ali álbuns como: Burn (1974) responsável pelo renascimento do grupo após a debandada de Ian Gillan e Roger Glover, pois haviam muitas especulações, dúvidas se haveria sobrevida por causa das ausências do baixista e principamente do vocalista (não sendo a toa apelidado de Silver Voice), e Stormbringer (1974) um álbum mal compreendido, pois os novos integrantes radicalizaram as suas influências soul/funk (deixando para de lado o passado recente de grande álbuns de hard rock) e através dele delinearam os novos rumos do grupo e de suas carreiras solo, no futuro. O guitarrista vendo os novos rumos que o grupo tomava não os achou nada legal e, portanto, a insatisfação o fez botar a sua guitarra na sacola e ir viajar, ou seja, na verdade ele foi formar uma das maiores encarnações já vistas e ouvidas na história do rock, o Rainbow.
Na Vitrola - Meat Loaf - Bat Out of Hell (1977)
Esse é daqueles álbuns históricos, é um começo bombástico e pode tranquilamente estar em qualquer lista dos melhores do gênero. Na década de 1970, o rock fez de tudo e andou por lugares inimagináveis, ou seja, o gênero foi além da imaginação e Bat Out of Hell é um desses frutos cuja degustação não era pecado e muito menos foi salvo conduto para expulsar seus criadores do paraíso muito pelo contrário, pois o rock na sua essência é singular por perturbar, transgredir qualquer barreira que o senso comum tente impor e por isso acaba chocando por ser tão contestador em todas as instâncias da vida em sociedade.
Na Vitrola: Opeth - Pale Communion (2014)
O Opeth começou fazendo uma combinação incomum, ou seja, death metal e progressivo misturados sem constrangimento nenhum e a fórmula deu certo, pois os fãs foram surgindo lançamento após lançamento, mas com o tempo o lado extremo foi ficando no passado e o rock progressivo foi se sobre saindo, o ápice foi em 2010, com Heritage, um álbum ótimo que mostrava uma banda não acomodada e sempre disposta a se reinventar sem medo da opinião alheia.
Rolando na Vitrola: Erasmo Carlos - Carlos, Erasmo... (1971)
Começava a década de 1970, a Jovem Guarda já era coisa do passado e, portanto era necessário seguir em frente e esse passo em frente obrigava a mudar, ou seja, era necessário “recomeçar”, reinventar-se visando deixar o passado para trás. Erasmo Carlos entra no ano de 1971 com um álbum, o sétimo de sua carreira, um dos mais importantes dela. Os temas adolescentes ficaram para trás lá no álbum de lembranças, pois agora o lance era mais sofisticado e eclético também, pois o figura fez algo inédito. Gravou uma verdadeira obra prima da música popular brasileira misturando rock, MPB e o soul, cujos dois últimos foram a mola propulsora da bolacha.
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